“Ou te enforco em teu terço de mil voltas
Ou caio na risada, ou te exorcizo
Com um gigantesco crucifixo branco
Onde, transverberando luz do flanco
Resplende o corpo nu da minha amada!”
Antiode à tristeza
Vinicius de Moraes
Se não houvesse um motivo e se as situações não se desenrolassem com a desenvoltura e a rapidez de um apego infantil, eu não diria que passou.
E que agora é novo o que já era visão. E que agora é fato o que já era certo. Porque é sempre fato o meu desesperar.
Digo uma coisa, se eu pudesse lhe esperar, você acha que eu não esperaria? A questão é que esses meus batimentos são loucos, e essa é a minha aceleração. Não adianta eu correr sozinha de mim mesma. Minha sombra vem atrás. Além do mais, eu normalmente corro em círculos.
Eu diria a você “tudo bem, já vai passar”. Acontece é que não vai. E você pode esperar sentado, em pé, dar as costas, enfim, fingir. A escolha é sua. Eu talvez não vá mudar.
Meu condicional é sempre mais estranho do que o previsível.
As afirmações, então, são o céu. Tão sólido aos olhos… E feito de ar.
De definitivo, eu só sei que quero rir. Já que chorar não vem sendo exatamente providencial.
Veja bem, eu tenho chorado bastante.
- obrigado!
veja bem, não só pelo comentário, mas também pelas boas vindas.
sim: entrar em um blog e ser bem recebido ao caos é realmente interessante (sem ironias aqui; na verdade eu estou realmente passando pelo caos).
mas, uau. é engraçado como as coisas acontecem, mesmo. e além de tudo me fazem conhecer uma nova escritora. calejada, aonde?
beijos =*
“Eu talvez não vá mudar.”
A gente muda sim minha flor.. as vezes demora, mas a gente muda..
Agora.. acho que nao devemos mudar pq tem alguem esperando essa mudança..
Espero que tudo se ajeite logo por aí..
“Veja bem, eu tenho chorado bastante.” – chore ate nao ter mais vontade disso.. e mesmo que vc me diga em pensamento agora que nunca quer chorar, no fundo a gente quer sim.. o que nao queremos, é admitir que estamos precisando disso..
Saiba que estou aqui sempre flor..
Adoro mto mto vc..
Grande beijo!!
“a propósito, faço um caderno sobre cultura num jornal local e há um espaço em que indicamos blogs interessantes… posso falar sobre o seu blog?”
- você falava sério? sério?
se você pode, bem, CLARO QUE PODE! Isso se você realmente ter achado interessante (o que é uma grande honra a mim) – só me diga como vou fazer pra adquirir uma cópia desse jornal!
Uau.
Você me tirou as palavras, mesmo.
E calo por falta de escrita todos nós temos: o importante, aqui, é discorrer até sobre o nada (ou não… quem sou eu pra dizer?)
beijos!