+ The Persistence of Memory +
Porque os meus poucos anos não me pesavam e eu era somente o roçar leve da esperança em meus cabelos
Porque nossos planos eram tantos, nossa vontade imensa e nossa certeza indissoluta
E porque, não obstante, você era meu e eu era sua.
Havia um algo já pronto roubado das quimeras que alguém sonhara por nós
Havia no destino previsto um traçado tão certo, tão puro, tão belo
E havia, contudo, a espreitar-nos maldoso, um inimigo discreto.
O Tempo.
Porque você não era senão a cândida fonte da diligência subalterna e eu a mais feliz das rainhas efêmeras
Porque nossas horas secretas eram apego, doçura, afago
E porque, sobretudo, nossas mãos atônitas, unidas, eram amparo.
Seria ofensa aos insanos delírios lânguidos dos deuses desamparados na distância de seus pedestais
Seria volúpia inenarrável aos anjos ávidos por deixarem-se em terra a provar o gosto mais lancinante da paixão
Seria, porém, se não fosse somente a sombra indistinta de um forasteiro em minh’alma.
O Amor.
Porque era o límpido sorriso da felicidade brincando em meu rosto menino e eu era rendida
Porque foi um assomo de fantasia… simples, contido, profundo
Porque foi, contudo, somente uma febre lúgubre que vitimou o mais íntimo do meu hermético mundo.
Mas o que se fez um dia rascunho pretenso de amor, faz-se hoje promessa inglória de eterna e reclusa dor
O que um dia se fez indomável utopia de eternidade e alegria
Hoje se mostra indizível, faz-se escura, e agarra minha última sobrevivente insana.
A Memória.
[Relembrar, já que insistem em me fazer lembrar]
Oi minha flor..
Bom.. eu ja passei aqui sabado, li seu texto.. e nao consegui achar palavras para comentar..
Assim voltei ontem e hoje, e ainda agora nao sei o que te escrever sobre..
É ‘engraçado’ quando as coisas do nosso passado resolvem voltar.. é uma coisa, que em muitas vezes, nos deixa sem saber o que pensar e o que fazer..
Ainda mais quando se trata de um sentimento tao “nobre”.. que como eu costumo dizer “é vivido de verdade, uma unica vez na vida”..
Espero que este que relembre, mas nao deixe que atrapalhe seu hoje.. =)
grande beijo Ju..
adoro mto mto vc!!
**Espero que relembre, mas (…)
Oi Julliane,
eu já lia seu blog antes pois o vi no hall de preferidos do Anderson.
Nossa… seus escritos parecem irreais.. e esse então.. quando eu acabei fiquei estática e com vontade de chorar – típico de manteigas derretidas.
estou boquiaberta pela forma com que vc consegue escrever sobre sentimentos tão comuns mas que poucos conseguem descrever.. seu texto é lindo.
Parabéns!!
e não é que joguei “rafael pelvini” no Google e achei o .PDF do jornal? (:
amei o texto – o do blog, o do jornal… – e simplesmente peguei um carinho enorme por você, senhorita Brita!
Agradecimentos eternos (:
e se não houvesse o sofrer
e se não houvesse o amar
melhor era tudo se acabar.
não é??
E se não houvesse o sofrer
E se não houvesse o chorar
melhor era tudo se acabaaaar…..