Archive for the 'Uncategorized' Category

Desenchanted Lullaby
Junho 4, 2008

“vai
meu amigo
desta vez
eu não vou contigo”
Solda
Hoje acordei com um aperto e não sabia o motivo.
Sonhei com pisos que caiam e escadas de pano.
Havia mocinhos, e os bandidos fugiram.
Seria abismo se não fosse urbano.
Nem é por eu ter uma subjetividade latente
Que eu importuno os outros com versos
É por precisar urgentemente
Que entendam que o meu amor é [...]

A volta dos que não foram
Março 15, 2008

+ The Persistence of Memory +
Porque os meus poucos anos não me pesavam e eu era somente o roçar leve da esperança em meus cabelos
Porque nossos planos eram tantos, nossa vontade imensa e nossa certeza indissoluta
E porque, não obstante, você era meu e eu era sua.
Havia um algo já pronto roubado das quimeras que alguém [...]

Bem-vindo ao caos
Março 3, 2008

“Ou te enforco em teu terço de mil voltas
Ou caio na risada, ou te exorcizo
Com um gigantesco crucifixo branco
Onde, transverberando luz do flanco
Resplende o corpo nu da minha amada!”
Antiode à tristeza
Vinicius de Moraes
 
 
Se não houvesse um motivo e se as situações não se desenrolassem com a desenvoltura e a rapidez de um apego infantil, eu [...]

Em tempos estranhos, parabéns
Janeiro 8, 2008

“Entre as coisas mais semelhantes é onde é mais bela a ilusão:
porque é sobre o abismo pequeno que se torna difícil lançar uma ponte”.

Assim Falou Zaratustra
Friedrich Nietzsche
Bastaria talvez que meus olhos olhassem os seus e deixassem que a fabulosa capacidade de entendimento do vínculo que há entre eles fizesse o papel de palavras ou gestos [...]

Novas Quinquilharias Novas
Novembro 25, 2007

“Perguntava-se, porém, por que ainda o medo.
Por que ainda o pesadelo, por que ainda o desfigurar do rosto em lágrimas.
Queria consigo, ainda, a resposta desesperada, tal malabarista ávido por ao chão chegar,
Por que a confusa saudade, estranha presença martirizante de um não saber o que falta.
Sofreu por ter um coração apodrecido por maldades que não [...]

Epifania II
Setembro 30, 2007

Do futuro que predigo
 
 “Teu amor pelas coisas sonhadas era o teu desprezo pelas coisas vividas”.
Livro do Desassossego
Fernando Pessoa
Ao rumor que fastidiosamente me grita
que terei um amor maduro
Um amor de velas acesas no infinito de um dia
Um amor de tremores mansos
E extenuado cantar de um só,
É somente a ele que digo (ou calo)
meu cansaço vocabular.
Por esse [...]

Epifania I
Agosto 23, 2007

Exercício da oficina de Jornalismo Literário, por o Doutor Silvio Ricardo Demétrio, no dia 22 de agosto de 2007.
Escrita livre a partir de três músicas diferentes colocadas por ele.
Sem planejamento, punição ou cerceamento.
Ainda preciso me libertar. Mas acredito que alguma coisa que parecia ainda não estabelecida em mim pareceu fazer sentido.
Espero que eu escolha o [...]

We can (not) pretend it all the time
Julho 13, 2007

Porque foi um tempo de tanto olhar e silêncio que no momento de falar meu suposto saber metafórico calou-se. E porque tanto foi dito sem que a força do verbo fosse feita marca que nada mais puro de meu lirismo senão o calar.
A detentora de tantos vocábulos e de tantas formas de explicar, a menina [...]

*Uma vontade de presente*
Junho 12, 2007

 ”Quando se fala uma língua,
sabe-se muita coisa que jamais se aprendeu”.
Chomsky
in A angústia da influência, Harold Bloom
 
Mentir, às vezes, é um exercício angustiante. Posso dizer que há muito tempo eu não me sentia exasperada em meu habitual dissimular. E não sentia vontades irreprimíveis de ultrajar meus amores e macular seus amares perfeitos.
E ferir-lhes a fronte, [...]

Dia de Desgaste I
Março 30, 2007

“Nós afirmamos a forma porque não aprendemos
a sutileza de um movimento absoluto”.

Friedrich Nietzsche

Pensar a arte de maneira extensiva, conclusiva e insipiente. A arte inevitável. Porque o fluido de que se forma, e que se esvai, e que se tomba, é (com qualquer advérbio que me congratule) irremediável. Não é possível que seja sentido e [...]