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	<title>Read Naked</title>
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		<title>Read Naked</title>
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		<title>Desenchanted Lullaby</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 20:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;vai meu amigo desta vez eu não vou contigo&#8221; Solda Hoje acordei com um aperto e não sabia o motivo. Sonhei com pisos que caiam e escadas de pano. Havia mocinhos, e os bandidos fugiram. Seria abismo se não fosse urbano. Nem é por eu ter uma subjetividade latente Que eu importuno os outros com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=27&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><em>&#8220;vai<br />
meu amigo<br />
desta vez<br />
eu não vou contigo&#8221;</em></p>
<p style="text-align:right;"><strong><em>Solda</em></strong></p>
<p>Hoje acordei com um aperto e não sabia o motivo.<br />
Sonhei com pisos que caiam e escadas de pano.<br />
Havia mocinhos, e os bandidos fugiram.<br />
Seria abismo se não fosse urbano.</p>
<p>Nem é por eu ter uma subjetividade latente<br />
Que eu importuno os outros com versos<br />
É por precisar urgentemente<br />
Que entendam que o meu amor é feito sempre de restos.</p>
<p>xxx</p>
<p>Olha que a subjetividade te engole.<br />
Ainda mais vinda de mim, tão afoita, tão deliberadamente gulosa.<br />
Cuida que meu amor é um fosso.<br />
Chega muito perto e eu viro vertigem nebulosa.</p>
<p>Não importa mais se o teu caminho passa a milhas do meu.<br />
Já não ligo para as meticulosidades da vida.<br />
Tímida eu fui quando tinha medo do engano.<br />
Hoje só tenho medo de que não termine o dia.</p>
<p>É desalento saber que vais embora.<br />
Localizações geográficas são por vezes fortes guias.<br />
Mexo-me irrequieta na ousadia de meu apego.<br />
Fujo na languidez incômoda de que um dia desses estás de volta.</p>
<p>Eu sempre espero.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/27/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/27/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=27&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A volta dos que não foram</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 16:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[+ The Persistence of Memory + Porque os meus poucos anos não me pesavam e eu era somente o roçar leve da esperança em meus cabelos Porque nossos planos eram tantos, nossa vontade imensa e nossa certeza indissoluta E porque, não obstante, você era meu e eu era sua. Havia um algo já pronto roubado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=23&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>+ The Persistence of Memory +</p>
<p>Porque os meus poucos anos não me pesavam e eu era somente o roçar leve da esperança em meus cabelos<br />
Porque nossos planos eram tantos, nossa vontade imensa e nossa certeza indissoluta<br />
E porque, não obstante, você era meu e eu era sua.</p>
<p>Havia um algo já pronto roubado das quimeras que alguém sonhara por nós<br />
Havia no destino previsto um traçado tão certo, tão puro, tão belo<br />
E havia, contudo, a espreitar-nos maldoso, um inimigo discreto.</p>
<p>O Tempo.</p>
<p>Porque você não era senão a cândida fonte da diligência subalterna e eu a mais feliz das rainhas efêmeras<br />
Porque nossas horas secretas eram apego, doçura, afago<br />
E porque, sobretudo, nossas mãos atônitas, unidas, eram amparo.</p>
<p>Seria ofensa aos insanos delírios lânguidos dos deuses desamparados na distância de seus pedestais<br />
Seria volúpia inenarrável aos anjos ávidos por deixarem-se em terra a provar o gosto mais lancinante da paixão<br />
Seria, porém, se não fosse somente a sombra indistinta de um forasteiro em minh&#8217;alma.</p>
<p>O Amor.</p>
<p>Porque era o límpido sorriso da felicidade brincando em meu rosto menino e eu era rendida<br />
Porque foi um assomo de fantasia&#8230; simples, contido, profundo<br />
Porque foi, contudo, somente uma febre lúgubre que vitimou o mais íntimo do meu hermético mundo.</p>
<p>Mas o que se fez um dia rascunho pretenso de amor, faz-se hoje promessa inglória de eterna e reclusa dor<br />
O que um dia se fez indomável utopia de eternidade e alegria<br />
Hoje se mostra indizível, faz-se escura, e agarra minha última sobrevivente insana.</p>
<p>A Memória.</p>
<p>[Relembrar, já que insistem em me fazer lembrar]</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=23&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bem-vindo ao caos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 19:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ou te enforco em teu terço de mil voltas Ou caio na risada, ou te exorcizo Com um gigantesco crucifixo branco Onde, transverberando luz do flanco Resplende o corpo nu da minha amada!&#8221; Antiode à tristeza Vinicius de Moraes &#160; &#160; Se não houvesse um motivo e se as situações não se desenrolassem com a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=16&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><i><b>&#8220;Ou te enforco em teu terço de mil voltas<br />
Ou caio na risada, ou te exorcizo<br />
Com um gigantesco crucifixo branco<br />
Onde, transverberando luz do flanco<br />
Resplende o corpo nu da minha amada!&#8221;</b></i></p>
<p align="right"><b>Antiode à tristeza<br />
<i>Vinicius de Moraes</i></b></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p>Se não houvesse um motivo e se as situações não se desenrolassem com a desenvoltura e a rapidez de um apego infantil, eu não diria que passou.</p>
<p>E que agora é novo o que já era visão. E que agora é fato o que já era certo. Porque é sempre fato o meu desesperar.</p>
<p>Digo uma coisa, se eu pudesse lhe esperar, você acha que eu não esperaria? A questão é que esses meus batimentos são loucos, e essa é a minha aceleração. Não adianta eu correr sozinha de mim mesma. Minha sombra vem atrás. Além do mais, eu normalmente corro em círculos.</p>
<p>Eu diria a você &#8220;tudo bem, já vai passar&#8221;. Acontece é que não vai. E você pode esperar sentado, em pé, dar as costas, enfim, fingir. A escolha é sua. Eu talvez não vá mudar.</p>
<p>Meu condicional é sempre mais estranho do que o previsível.</p>
<p>As afirmações, então, são o céu. Tão sólido aos olhos&#8230; E feito de ar.</p>
<p>De definitivo, eu só sei que quero rir. Já que chorar não vem sendo exatamente providencial.</p>
<p>Veja bem, eu tenho chorado bastante.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/16/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/16/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/16/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/16/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=16&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Em tempos estranhos, parabéns</title>
		<link>http://queenofspades.wordpress.com/2008/01/08/em-tempos-estranhos-parabens/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 11:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Entre as coisas mais semelhantes é onde é mais bela a ilusão: porque é sobre o abismo pequeno que se torna difícil lançar uma ponte&#8221;. Assim Falou Zaratustra Friedrich Nietzsche Bastaria talvez que meus olhos olhassem os seus e deixassem que a fabulosa capacidade de entendimento do vínculo que há entre eles fizesse o papel [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=21&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><i>&#8220;Entre as coisas mais semelhantes é onde é mais bela a ilusão:<br />
porque é sobre o abismo pequeno que se torna difícil lançar uma ponte&#8221;.<br />
</i></p>
<p align="right"><i>Assim Falou Zaratustra<br />
<b>Friedrich Nietzsche</b></i></p>
<p>Bastaria talvez que meus olhos olhassem os seus e deixassem que a fabulosa capacidade de entendimento do vínculo que há entre eles fizesse o papel de palavras ou gestos quaisquer. Assim eu espero que continue. E quando nos faltarem palavras, ou o momento não permitir que elas sejam ditas, nossos olhares se encontrem e digam a que vieram. Há uma graça especial na cumplicidade que nos une.</p>
<p>Ainda quando não pudermos contar com a presença &#8211; animal enganador que nos foge assim que pode &#8211; que possamos abusar dessa outra ligação impossível de descrever. Essa que eu sinto, mas não explico racionalmente. E não poderia, visto que não é tangível ou mensurável. Existe.</p>
<p>Talvez um bálsamo infinito a uma alma aflita por elos especiais, coincidências inexplicáveis, pílulas de amores que saciem a ânsia do onírico e do poético. Porque do nosso encontro eu só posso prever tradução em um soneto perfeito, com métrica decassílaba, em que o verso lido intui o próximo numa dança perfeita de palavras, sentidos e sons que se esperam, já que se conhecem desde o sempre lírico.</p>
<p>Que eu espero encontros para alimentar minha literatura não-escrita e meus caminhos não-pisados, não é segredo. Que você é um deles, porém, nem todos sabem. Antes não saibam. Dotados de uma inteligência &#8211; ou mais, percepção &#8211; limitada que são, o que se poderia esperar? Melhor cultivar os segredos. Enquanto dividirmos segredos, nada nos separa. Enquanto cultivarmos as verdades indizíveis, elas manterão nossos laços.</p>
<p>Alguma vez você já pensou que nos mantemos vivos pelos segredos que compartilhamos com nós mesmos? São os sonhos mais intransferíveis, urgentes ou impossíveis, que nos movem. São esses que não contamos a ninguém.</p>
<p>Hoje penso que uma amizade não é mais a capacidade de guardar segredos que o dom de aceitar aqueles que não são contados como se já os soubesse e concordar.</p>
<p>Amar é um eterno concordar na discórdia.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/21/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/21/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=21&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Novas Quinquilharias Novas</title>
		<link>http://queenofspades.wordpress.com/2007/11/25/novas-quinquilharias-novas/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 04:49:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Perguntava-se, porém, por que ainda o medo. Por que ainda o pesadelo, por que ainda o desfigurar do rosto em lágrimas. Queria consigo, ainda, a resposta desesperada, tal malabarista ávido por ao chão chegar, Por que a confusa saudade, estranha presença martirizante de um não saber o que falta. Sofreu por ter um coração apodrecido [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=20&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Perguntava-se, porém, por que ainda o medo.<br />
Por que ainda o pesadelo, por que ainda o desfigurar do rosto em lágrimas.<br />
Queria consigo, ainda, a resposta desesperada, tal malabarista ávido por ao chão chegar,<br />
Por que a confusa saudade, estranha presença martirizante de um não saber o que falta.</p>
<p>Sofreu por ter um coração apodrecido por maldades que não eram suas<br />
Por ter uma alma sedenta de respostas irrespondíveis, de perguntas inúteis,<br />
E sofreu pelo tempo em que não lhe foi dada a única e aceitável premissa que lhe caberia:<br />
Acontece que ela não era perfeita.&#8221;</p>
<p align="right"><strong>A chave<br />
J.B.</strong></p>
<p align="left"><strong>Quinquilharia</strong>: do francês <em>quincaillerie</em><br />
s.f.,<br />
brinquedos de crianças;<br />
bagatelas;<br />
miudezas.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/20/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/20/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=20&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Epifania II</title>
		<link>http://queenofspades.wordpress.com/2007/09/30/epifania-ii/</link>
		<comments>http://queenofspades.wordpress.com/2007/09/30/epifania-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Oct 2007 01:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Do futuro que predigo &#160;  “Teu amor pelas coisas sonhadas era o teu desprezo pelas coisas vividas”. Livro do Desassossego Fernando Pessoa Ao rumor que fastidiosamente me grita que terei um amor maduro Um amor de velas acesas no infinito de um dia Um amor de tremores mansos E extenuado cantar de um só, É [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=19&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center" style="margin:0;" class="MsoTitle"><strong><font size="4" color="#666666" face="Bookman Old Style">Do futuro que predigo</font></strong></p>
<p align="center" style="margin:0;" class="MsoTitle">&nbsp;</p>
<p align="right"><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3"> </font></span><em><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">“Teu amor pelas coisas sonhadas era o teu desprezo pelas coisas vividas”.</font></span></em></p>
<h1 align="right"><span style="font-weight:normal;font-family:'Bookman Old Style';"><em><font size="3">Livro do Desassossego<br />
<strong>Fernando Pessoa</strong></font></em></span></h1>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Ao rumor que fastidiosamente me grita<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">que terei um amor maduro<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Um amor de velas acesas no infinito de um dia<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Um amor de tremores mansos<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E extenuado cantar de um só,<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">É somente a ele que digo (ou calo)<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">meu cansaço vocabular.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Por esse rumor malvado, conhecido e arraigado<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">É que me faço perfeita forma de espera em paz.<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E canto uns versos sorrindo, outros chorando<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">(todos, sem exceção, mentindo)<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Uns contidos, outros vorazes<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Uns com malícia, outros sagazes<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Todos em perfeita desarmonia sinfônica.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">São todas essas junções das mesmas palavras<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">em por vezes diferentes ordens de sonhar<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">que me mantêm no lugar da ânsia contida,<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Do habitual sofrer por ócio,<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Do chorar por hábito,<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Do reter por intransigência,<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Do esperar por promessas mudas de alguém que virá.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Meu futuro amante será de porto e de paz<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Pois não será o barco,<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Será o cais.<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E seguirá o ritmo lento e contínuo do mar<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Acordará pontualmente na hora em que os barcos saírem para pescar<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Dormirá tão somente quando nenhum peixe for visto a nadar<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E viverá sobre as conchas, mas nunca as ouvirá cantar.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Seriedade e equilíbrio o meu amor será<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Num estar traçado para o bem-servir e adaptar<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Seus traços e razões abster-se-ão de qualquer erro de cálculo<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E haverá nele a conjugação factual da constância<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Existirá ele em mim de tal forma conciliadora e reta<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Que quando eu cerrar os olhos em fruição branca<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Nem lembrarei dos momentos em que comprimi os lábios em ebulição ferrenha.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">De todas as ilusões que carreguei<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E que me traziam um amor de trovas e melodias<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Alguém transcrito em véus de puras liras<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Aquele que viajaria comigo as estrelas<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E mergulharia comigo as entranhas do incontido<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Aquele que por mim buscara e acalentara utopias de completude<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">E ao me encontrar vivesse em sorrisos de entendimento e em arte de contemplação</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Nada disso terá o amante fadado<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Nada terá pensado ou previsto<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Onde estiver hoje, comigo não sonha<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Não faz versos, não é poesia<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Não canta nas tardes por pura canção<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Enquanto sou mágoa ou transpiro euforia<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Labuta por não saber o que poderia.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Será meu amado talvez por castigo<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Pela face espelhada de minha extensa ironia.<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Mas será, mais que tudo, filho dileto de minh’alma ferida<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Será o único a me oferecer abrigo<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">quando das promessas ouvidas já não restar alguma.<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Será ele o coeficiente roubado de minha inconstância e disritmia<br />
</font></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">Resultado sem volta do meu querer enganado, desgastado, dividido.</font></span></p>
<p><span style="font-family:'Bookman Old Style';"></span><span style="font-family:'Bookman Old Style';"><font size="3">A morte real de minha inexistente poesia.</font></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/19/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/19/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=19&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Epifania I</title>
		<link>http://queenofspades.wordpress.com/2007/08/23/epifania-i/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 14:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Exercício da oficina de Jornalismo Literário, por o Doutor Silvio Ricardo Demétrio, no dia 22 de agosto de 2007. Escrita livre a partir de três músicas diferentes colocadas por ele. Sem planejamento, punição ou cerceamento. Ainda preciso me libertar. Mas acredito que alguma coisa que parecia ainda não estabelecida em mim pareceu fazer sentido. Espero [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=18&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exercício da oficina de Jornalismo Literário, por o Doutor Silvio Ricardo Demétrio, no dia 22 de agosto de 2007.<br />
Escrita livre a partir de três músicas diferentes colocadas por ele.<br />
Sem planejamento, punição ou cerceamento.</p>
<p>Ainda preciso me libertar. Mas acredito que alguma coisa que parecia ainda não estabelecida em mim pareceu fazer sentido.</p>
<p>Espero que eu escolha o caminho epifânico correto. Se é que esse há.</p>
<p>[Sem edição]</p>
<p>*****</p>
<p>I<br />
Porque todos os sons a que me reporto são luzes que tornam o caminho obscuro, e aqueles que pensam a mim se reportar, caem neutros naquilo a que chamo desconsciente.</p>
<p>Não havia, portanto, quem se achegasse devagar. As divagações tão sinceras, e exatas, e concebidas fielmente, não me salvariam do resvalar do sempre. Que corre a distâncias imensuráveis.</p>
<p>E por deslizar assim tão facilmente é que me solto rio. E me faço vento. E movo minhas próprias planícies de areia. Porque formo a ciência que me rodeia e me regenera.</p>
<p>E que por vezes subverte partes minhas ao infinito que termina ali.</p>
<p>Antes fosse um outro qualquer que me desvendasse. Mas sou eu. E o desfruto de forma tão conseqüente que seria até injusto dizer que o tempo passou depressa.</p>
<p>O tempo passou sem que eu dissesse sim, mas parou quando eu disse que queria.</p>
<p>II<br />
Outras vozes não poderiam chegar.</p>
<p>Eu não as ouço por mais que me cheguem ao ouvido e me escapem à boca.</p>
<p>Eles transpiram meus poros porque sou deles.</p>
<p>E assim não seria se não os amasse.</p>
<p>E os completasse com a incompletude dos paradoxos todos de que sou trançada.</p>
<p>Não haveria outra forma de ser.</p>
<p>Porque a verdade é uma translúcida bacia de águas turvo-cristalinas.</p>
<p>Tantas vezes eu ouvi que rogavam</p>
<p>ou pediam</p>
<p>ou perdiam</p>
<p>e destoavam</p>
<p>outras morri.</p>
<p>III<br />
Foi quando eu não tentei mais fechar os olhos</p>
<p>e conseguia ouvir tudo que havia.</p>
<p>Porque o toque tornou-se mais intenso</p>
<p>e o paladar rompia-se em mil sabores distintos.</p>
<p>Eu sentia com o mundo</p>
<p>Se eu não ouvisse Carlos recitando-me poesias</p>
<p>todas faladas para mim, já que escritas para o mundo</p>
<p>e do mundo</p>
<p>Eu talvez ouvisse Pessoa recomendando-me que o futuro tão sonhado tornara-se pó de uns escritos reclusos que ninguém nunca leria</p>
<p>e por isso não seriam</p>
<p>Já que eu precisava do exercício da vida</p>
<p>O exercício que sobrepusesse minhas palavras à minha vontade de ser</p>
<p>de ter, de estar e saber</p>
<p>ao meu jeito de sobreviver</p>
<p>E aquelas coisas inválidas</p>
<p>não por validade, mas por validez</p>
<p>não serviriam a mim pois não eram por mim ditas</p>
<p>muito menos para mim</p>
<p>Somente quando percebi que havia o ser para mim eu não seria menos</p>
<p>Eu seria paz</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/queenofspades.wordpress.com/18/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/queenofspades.wordpress.com/18/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/queenofspades.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/queenofspades.wordpress.com/18/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=18&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>We can (not) pretend it all the time</title>
		<link>http://queenofspades.wordpress.com/2007/07/13/we-can-not-pretend-it-all-the-time/</link>
		<comments>http://queenofspades.wordpress.com/2007/07/13/we-can-not-pretend-it-all-the-time/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2007 16:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque foi um tempo de tanto olhar e silêncio que no momento de falar meu suposto saber metafórico calou-se. E porque tanto foi dito sem que a força do verbo fosse feita marca que nada mais puro de meu lirismo senão o calar. A detentora de tantos vocábulos e de tantas formas de explicar, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=17&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque foi um tempo de tanto olhar e silêncio que no momento de falar meu suposto saber metafórico calou-se. E porque tanto foi dito sem que a força do verbo fosse feita marca que nada mais puro de meu lirismo senão o calar.</p>
<p>A detentora de tantos vocábulos e de tantas formas de explicar, a menina com um dicionário e com um livro a publicar, aquela que sempre tem uma resposta a pulsar. Justamente eu que abuso das rimas, que escrevo demais, que custo a parar de falar.</p>
<p>Porque se emudeço não é que me faltem palavras. É que me sobra o olhar.</p>
<p>(Por que tanto olhar?)</p>
<p>E a reciprocidade me torna imensurável. Já que a mim foi concedida a grave e tênue linha da resposta. Não para sim ou para não. Afinal, não havia pergunta, mas cumplicidade. É a cumplicidade que, de alguma forma, une. E foi sempre solene a simplicidade de qualquer calar.</p>
<p>E foi porque muitas coisas foram conversadas e outras tantas caladas ou porque nos encontramos despretensiosamente que me dou o direito de não fazer mais uma vez que minhas palavras emudeçam. Já que escrevo não para ser lida ou guardada (jamais para não ser esquecida), mas para expulsar. Expulsar de mim os demônios todos que perseguem a minha falta de jeito de ser.</p>
<p>Por isso lhe falar é tão urgente e, ao mesmo tempo, tão obsoleto. Já que escrevo da ânsia que me toma o momento e, de tão súbito passa, que já não é motivo para palavra alguma.</p>
<p>Se fosse diferente, não seria eu. Se fosse constante, não seria a vida.</p>
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		<title>*Uma vontade de presente*</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2007 05:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#8221;Quando se fala uma língua, sabe-se muita coisa que jamais se aprendeu&#8221;. Chomsky in A angústia da influência, Harold Bloom &#160; Mentir, às vezes, é um exercício angustiante. Posso dizer que há muito tempo eu não me sentia exasperada em meu habitual dissimular. E não sentia vontades irreprimíveis de ultrajar meus amores e macular seus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=15&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em><strong> &#8221;Quando se fala uma língua,<br />
sabe-se muita coisa que jamais se aprendeu&#8221;.</strong></em></p>
<p align="right"><strong>Chomsky</strong><br />
<em>in</em> <strong>A angústia da influência</strong>, Harold Bloom</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p>Mentir, às vezes, é um exercício angustiante. Posso dizer que há muito tempo eu não me sentia exasperada em meu habitual dissimular. E não sentia vontades irreprimíveis de ultrajar meus amores e macular seus amares perfeitos.</p>
<p>E ferir-lhes a fronte, rasgando-lhes a face. A carne. O importante era lancinar-lhes os músculos, corromper-lhes as vísceras, furar-lhes os olhos.</p>
<p>Os olhos. Os ouvidos. As mãos. O olfato. Queria que lhes faltassem os sentidos para que não pudessem saber-me, notar-me, sentir-me.</p>
<p>Eu e minhas verdades somos egoístas. E pertencemos umas às outras.</p>
<p>Enquanto eu gargalhava em silêncio a consciência de ser profana, entretanto, quem foi destituída dos sentidos fui eu.</p>
<p>Aquela que tanto procrastinou o desejo de fazer-se serva e tanto imaculou a vontade de ser só. Aquela que mentiu que calava, falou que mentia e calava que sua única verdade era fingir a mentira para realmente encarar aquilo que lhe afligia.</p>
<p>Tinha medo de ser só.</p>
<p>E quando novamente o ar irrompeu as perturbações insensatas da estupidez, o medo extirpiu-se de todo. Era a calma das águas silentes e a certeza das crianças quanto à duração da eternidade. Eu não sabia não mentir, mas o não saber foi tão profícuo que qualquer certeza (ou mentira) tornara-se obsoleta.</p>
<p>Eu notei que era fluente em uma língua da qual eu nem sabia a existência. O sucumbir às vontades eternas.</p>
<p align="right"><em><strong>&#8221; (&#8230;) eu tinha tão pouca fé que havia inventado apenas o futuro&#8221;.</strong></em></p>
<p align="right"><strong>Clarice Lispector</strong></p>
<blockquote>
<p align="center">*Miojo serve*</p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Dia de Desgaste I</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2007 16:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julliane Brita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Nós afirmamos a forma porque não aprendemos a sutileza de um movimento absoluto&#8221;. Friedrich Nietzsche Pensar a arte de maneira extensiva, conclusiva e insipiente. A arte inevitável. Porque o fluido de que se forma, e que se esvai, e que se tomba, é (com qualquer advérbio que me congratule) irremediável. Não é possível que seja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=queenofspades.wordpress.com&amp;blog=664543&amp;post=14&amp;subd=queenofspades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>&#8220;Nós afirmamos a forma porque não aprendemos<br />
a sutileza de um movimento absoluto&#8221;.</em><strong><em><br />
</em></strong></p>
<p align="right"><strong>Friedrich Nietzsche<br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Pensar a arte de maneira extensiva, conclusiva e insipiente. A arte inevitável. Porque o fluido de que se forma, e que se esvai, e que se tomba, é (com qualquer advérbio que me congratule) irremediável. Não é possível que seja sentido e não se conte (não desponte) ou que haja e não seja.</p>
<p><strong>A vida estende-se.</strong></p>
<p>E derrama. Porque o acúmulo de forças que se surpreendem e, surpresas de si, se chocam, não é mensurável. Muito menos é contável o recipiente de que se valem.</p>
<p>Valer-se da alma do artista é rejuvenescer em um estranho vale (com nenhuma desculpa pelo usurpar das mesmas letras).</p>
<p>A estranheza causa movimento.<strong> </strong>E o movimento o ponto estático que constrói. A construção da forma que arrebata e estupefaz. Tornar a realidade estúpida para desgastá-la até o refazer.</p>
<p><strong>E</strong> <strong>o refazer é a arte.</strong></p>
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